Modelo Estático destinado a Hobby - NÃO TEM VALOR DE BRINQUEDO
Produto destinado a colecionadores com mais de 14 (quatorze) anos.
Kit para montar e pintar - NÃO CONTÉM COLA NEM TINTAS
Imagem meramente ilustrativa da aplicação do produto. A aparência final e características dependerão de como ele será utilizado pelo usuário.
O cruzador pesado Admiral Hipper, líder da sua classe na Kriegsmarine alemã, viveu em 1941 o ápice de sua atuação na Segunda Guerra Mundial como um incansável corsário no Oceano Atlântico. Batizado em homenagem ao admirador da Primeira Guerra Mundial Franz von Hipper, a embarcação havia sido comissionada em abril de 1939 e superava significativamente os limites de deslocamento estipulados pelos tratados navais internacionais da época. Com um deslocamento carregado de mais de 18.000 toneladas, mais de 200 metros de comprimento e capacidade para atingir velocidades próximas aos 32 nós, o navio combinava um perfil imponente com um poder de fogo devastador, ancorado em oito canhões de 203 mm dispostos em quatro torres duplas e uma formidável bateria secundária de tubos lança-torpedos e armas antiaéreas.
O ano de 1941 começou para o Admiral Hipper em meio às operações do Atlântico Norte, onde ele se destacou na tática de ataque às rotas de suprimento aliadas. Operando a partir do porto ocupado de Brest, na França, o cruzador partiu em fevereiro de 1941 para aquela que seria uma de suas incursões mais conhecidas. Em 11 de fevereiro, interceptou o comboio SLS-64, que navegava desescoltado vindo de Serra Leoa em direção ao Reino Unido. A bordo de uma força de combate moderna e esmagadora, o Hipper afundou sete navios mercantes em poucas horas, semeando o caos nas linhas de suprimento aliadas antes que a escassez de combustível e falhas recorrentes em sua complexa planta de caldeiras de alta pressão o forçassem a recuar.
Apesar do sucesso de suas surtidas corsárias no início de 1941, os desafios operacionais do navio começaram a se acumular ao longo do ano. O desgaste mecânico de suas turbinas a vapor e os riscos crescentes impostos pelo patrulhamento constante da Marinha Real Britânica e pelos bombardeiros da RAF tornaram a permanência em Brest insustentável. Em março de 1941, o cruzador conseguiu empreender uma fuga estratégica de volta à Alemanha através do Estreito da Dinamarca, ancorando com segurança em Kiel. O restante de 1941 foi marcado por extensos trabalhos de manutenção e modificação nos estaleiros alemães, incluindo o redesenho dos seus tanques para ampliar o alcance e a capacidade de combustível, preparando-o para o cenário nórdico e para as batalhas que viria a enfrentar no Ártico nos anos seguintes. O ano de 1941 consolidou o Admiral Hipper como uma das ameaças de superfície mais formidáveis da Alemanha nazista no Atlântico, simbolizando o apogeu da guerra de corso travada pelos grandes navios de linha alemães.